Thursday, June 28, 2007

Palavras Soltas

Acordo de uma noite sem dormir. Volto a descobrir a manhã no seu raiar mais belo, despreocupado, naturo, infiel à humanização. Como me sinto contente por escrever assim. Há já algum tempo... Deve-se objectar a nossa massa encefálica de vez em quando, testar a nossa própria razão, apurar o sentido crítico-construtivo em nós. Estou com este paleio todo porque ainda não encontrei o meu Santo Graal. Perdi-me a já algum tempo. Como poderá um indivíduo, que não se encontra a si próprio, encontrar estes "testamentos"? Dou-me por vezes a lamentar daquilo que não fiz ou que não completei, por ter sido fulano, cicrano ou cipriano o responsável pelo belo momento de merda que passo, mas nestes momentos apercebo-me que o maior responsável sou eu. Porque tudo começa, tudo acaba em nós.
Aqueles que eu vejo como exemplo, por muitas vezes os critiquei; neste momento de pura lucidez agradeço ter a possibilidade de ter conhecido tanta gente interessante. Sem elas, o pessimismo seria a minha cara metade. Valha-nos o ying e o yang. eheheheh. Ao Futuro, que o Passado vive no Presente...

Wednesday, June 27, 2007

E ao anoitecer

«e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia...» Al Berto
«Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.» Pablo Neruda

Masters Of War

Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks

You that never done nothin'
But build to destroy
You play with my world
Like it's your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly

Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain

You fasten the triggers
For the others to fire
Then you set back and watch
When the death count gets higher
You hide in your mansion
As young people's blood
Flows out of their bodies
And is buried in the mud

You've thrown the worst fear
That can ever be hurled
Fear to bring children
Into the world
For threatening my baby
Unborn and unnamed
You ain't worth the blood
That runs in your veins

How much do I know
To talk out of turn
You might say that I'm young
You might say I'm unlearned
But there's one thing I know
Though I'm younger than you
Even Jesus would never
Forgive what you do

Let me ask you one question
Is your money that good
Will it buy you forgiveness
Do you think that it could
I think you will find
When your death takes its toll
All the money you made
Will never buy back your soul

And I hope that you die
And your death'll come soon
I will follow your casket
In the pale afternoon
And I'll watch while you're lowered
Down to your deathbed
And I'll stand o'er your grave
'Til I'm sure that you're dead

Bob Dylan - Pearl Jam Cover

Que bela Clássica...

Quem hoje em dia tem a sua casa arrumada? Quem hoje é arrumado? Quem hoje é puramente virtuoso para apontar o que quer que seja de alguém? Virtuosos do virtual existente no umbigo que embebecidamene contemplam ao espelho... A Razão já não pede tolerância, nem aspira à raiva existente que existiu e que deixou de existir pela desistência de um sonho destruído pela putréfida realidade. Resta a Piedade, tábua mestra da fé religiosa, a única merda que ainda nos faz substistir nesta caixa de Pandora "Clássica". De facto, quanto mais Justiça, mais Injustiça. E aqueles que tão bem escrevem, tão bons "bonus pater familia" que se esforçam por demonstrar ser, são a hipocrisia institucionalizada para que sirvam de referência aos futuros merdas da nossa sociedade. E tudo isto em Direito. Deveríamos ser o exemplo. Não o somos. Somos a chacota presente, passada e vindoura da sociedade nacional-porreirista tuga. Regojizemo-nos...

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Mundano

Naquela manhã, desci do prédio onde habitava há pouco tempo, e percorri aqueles campos de destruição palmilhados incansavelmente pelo homem, que os tomou, os consumiu a seu bel-prazer, e agora vítimas da sua sede, são pisados por passeios, estradas, prédios, feridos por lagartas metálicas que o transportam... Esses campos negativos, parasitas, que vagueiam de corpo em corpo, se espalham massivamente por entre toda essa gente tal como um vírus, sentindo apenas mais tarde os seus efeitos...muitas das vezes, fatalmente irreversível...

Fui apanhado por essa fatalidade, e agora não tenho forças para sair. Parei no tempo, e o tempo voa, não espera por mim. Agora estou aqui, amanhã noutro lugar, mas parado, quase morto de espírito. A esperança persiste e resiste a tal vírus. A amizade e o amor alimentam-na, e que delicioso alimento eles são. Fazem bater o meu coração e dar alento neste penoso sofrimento cheio de desilusão, fraqueza, tristeza, medo, vergonha...

É o teu nome...

É o teu nome que ecoam pelas paredes

É o teu sangue que exigem, a tua morte anunciada

Que não morres por seres uma cabra desejada

Planeada que nem um aborto ainda não referendado

Tu, minha vaca, não foste nem serás votada

És a Deusa de Ouro dos maltrapilhos que nos usam como fantoches

E que por nosso suor, vão sugando o que ainda não sugaram

A nossa dignidade como alunos, a dignidade de sermos

Eternamente ruemianos...

A nossa prol está condenada por ti

Ausência

O calor sufocante destes últimos dias infindáveis, provocado pela presença da tua ausência incomodativa, injustamente imposta, transpira meus olhos que suam lágrimas de amor sem pele para correrem livremente, nem para se absorverem, unirem-se à pureza da divindade, sendo deixadas no chão, como pedras mortas, pisadas pela poluição de gente que se atravessa pelo caminho.
Quando a noite vem, e a melodia poética gritante envolve o meu coração, e percorre todo o meu corpo deitado na relva verde natureza, e o céu meu manto cobertor desenha teu rosto estrelado amor, calor, brilho incessante que aquece ser errante - eu - que saciou a vontade da multidão e não se sacia... Pudera, podia, não pôde, não existia naquela multidão a digna mulher Maria que o sacia o amor que ali padecia...
Os pensamentos são como moléculas de água incostantes de um rio desaguando no alto mar da raiva, da injustiça, da morte, da vida, do amor, de ti... O mar entrou rio adentro e no pensamento Maria restou, ele amou-a na sua ausência... «Only to you...»

Eu...Tu?

És o desprezo de quem se quer rir mais um pouco.
És o próximo passo de quem te quer pisar.
Aquela risada ouvida lá na mais ínfima percepção de uma noite caótica
Caos em ti...
O desejo de permanecer num quarto escuro rodeado de ti próprio...

Monday, October 02, 2006

Ground full of lies...

Other brick

On my steel-paper wall

Lost control in my miserable, anonymous life

Lost the world where I was born

Broked mirror of my own life,

Resurrection lies in a ground full of lies

And high hopes without fundament vanishes in the fog of happiness

Away from everything, everyone, even from myself

Bleeding like never before

Life never was so depressive, and so insignificant

Got hate, despair

Never breath again that air

Wishes are now like a bunch of words in a scratched paper

Reasons found in moments died on this moment

A new reason has arises

Shitifful promises died

Hateful world lives

Utopic dreams vanishes on the clouds I see (do I see them?)

Want to born again, have to die first

Oh, how I wish it…

War drums I ear them this far

My death and freedom nears me by

Swallowed hate and anger no more . Liberté frees me!

Adelante

Errante...

Aquele olhar para o horizonte vago

Vago, como o quarto manchado de solidão

Olhar sem a bravura que lhe reconhecia

Outrora, a nada padecia...

Ínfimo de desilusão

Perde-se agora no espaço da compaixão

Alienou-se de si aquele viver intenso

De voar por trilhos agora turtosos caminhos

A desorientação de paixões, culpada

Sem sentença, não é julgada

Julgou-se, noutros tempos

Invencível a todas as razões de todos os momentos

Passados, presentes, e futuros

Partem-se seus ossos que imaginava duros

Inquebráveis ás pancadas violentas de cada tempo

De todos os tempos

Não sabe quem é, e vagueia moribundo pelo horizonte

Procurando respostas naquele monte mudo

Decerto surdo

E chora... por não encontrar resposta

Talvez seja o primeiro dia da sua vida

A verdadeira vida que o põe á prova

Mas, sem bravura, que homem resiste e dura?

Hoje, amanhã, depois, será diferente

Pois tão somente tudo não passa de ciclos conjunturais

E hoje o que não há, sonha

Para que seja demais

Ao futuro, que o passado vive no presente...

Sunday, September 03, 2006

Ao Futuro, que o Passado vive no Presente!!!

Quis escrever sobre mim

Não consegui

Morri ao tentar, pela eternidade do tempo

Que não me soube poupar

Para descobrir a verdade

Que nos foge pela circunstância

De não sermos eternos

Quis viajar para dentro de mim

Tive meu pequeno sucesso

Mas insuficiente para deter o progresso

Do erro

Quis escrever sobre o mundo

Enorme erro cometi,

Se o nosso eu é uma incógnita,

Que dos outros verdade teremos e afirmar poderemos

Se a verdade não é conhecida

Por nosso próprio eu

Sabemos por vezes, que é insólita...

Vamos falar de nós próprios

Assim falamos do mundo

Porque é o mundo que fala,

Ao futuro, que o passado vive no presente

Monday, June 26, 2006

Existência

Não sei, não me lembro, não vi, não escutei, não percebi;
Não criei, não existi... Existo? Está escrito? Não está? Não existo... Não me acredito
Minto, não minto... A verdade anda à solta... O cão ladra perto da moita que me dá sombra onde morro cada vez que penso no pensamento de criar... Acorda-me para viver e para acreditar... Minto-me e solto a vontade em morrer outra vez. Sonolento apercebo-me que vagueio agora pelas expressões de raiva e indignação inconscientes que brotam de mim... Sou um ser errante que não sou por não existir... que não desejo mentir mas que me minto quando deixo a verdade solta...
O cão já não ladra... também já não adormeço. O frio nos meus ossos penetrante percorre-me a face, os olhos carregados de sono, cansados do exercício saturante de desferirem constantes golpes de vista a esta realidade cruel. Sangro-os, a realidade cega-me e por vezes já não sei quem sou...
Sou um erro, fui um erro, e agora sofro as consequências... Imprudências que fardo são... São para mim...
Deambulo pelo vale da inexistência preso a uma fé deturpada com uma ponta de verdade que não se sente pela mera leitura das Escrituras... Tento viver como Ele viveu, cada um à sua maneira, no seu tempo, com a mesma felicidade, com diferentes tormentos...
Tal como Ele, eu inexisto... Vivo como Cristo à margem das pessoas que o rejeitaram... A sociedade rejeita-me, pelo que sou e não sou... Não existo... Só para alguns... O Amor é sábio e prudente. Existe e vive. Não precisa de uma religião que o justifique. O Amor é uma religião: move pessoas com o bater de um coração.
Sou crente dessa religião, faz-me acordar sem o ladrar infernal daquele cão. Acordo sentido a vida que não sinto quando estou morto e por momentos, sou... existo! Existo num beijo, num abraço, num gesto, num sorriso, num olhar...
Canso-me para descansar. Só quando a brisa vem e sinto-a a me cegar, me aconchego ao meu leito para que me venhas despertar. Morro para me poderes libertar... Amanhã serei o mesmo...

Friday, June 23, 2006

A perfeição do Erro

Confesso que não tenho muito tempo para blogs, pelo simples facto de não dar grande importância a este pólo de conhecimento, diverso, único per si.
Aguardo ansiosamente por mim próprio quanto à construção deste blog. É, sem dúvida, um ponto de reflexão virado apenas para a minha pessoa, mas exposto para partilhar, e não somente para me dar a conhecer, mas... para nos conhecermos, pois em cada pessoa encontramos um traço de personalidade idêntico ao nosso que, ora nos aproxima, ora nos afasta, quer delas, quer de nós próprios; e isto porque o ser humano é perfeitamente errante, é perfeitamente imperfeito. Esta conclusão será das poucas neste mundo humano em que não é preciso recorrer a doutrinas ou filosofias para que para chegar a ela. Porque a simplicidade da vida está nestas pequenas grandes coisas.
A vida é uma questão de escolhas, e a escolha é um reflecto da nossa imperfeição. Porque o erro é belo e perfeito,deixo o mote a mim mesmo e a quem passe neste blog, o mote de reflectir sobre algo tão simples e tão importante como o erro, e a importância que tem nas nossas vidas. Porque nem tudo na vida é complexo, porque nem tudo na vida necessita obrigatoriamente de uma explicação. A vida vive-se. Só depois se explica; mesmo não havendo explicação, não perde o seu gosto nem os prazeres, ora amargos, ora doces, que nela estão implícitos.
Vivamos, errando...
Ad aeternum...