Wednesday, June 27, 2007

Ausência

O calor sufocante destes últimos dias infindáveis, provocado pela presença da tua ausência incomodativa, injustamente imposta, transpira meus olhos que suam lágrimas de amor sem pele para correrem livremente, nem para se absorverem, unirem-se à pureza da divindade, sendo deixadas no chão, como pedras mortas, pisadas pela poluição de gente que se atravessa pelo caminho.
Quando a noite vem, e a melodia poética gritante envolve o meu coração, e percorre todo o meu corpo deitado na relva verde natureza, e o céu meu manto cobertor desenha teu rosto estrelado amor, calor, brilho incessante que aquece ser errante - eu - que saciou a vontade da multidão e não se sacia... Pudera, podia, não pôde, não existia naquela multidão a digna mulher Maria que o sacia o amor que ali padecia...
Os pensamentos são como moléculas de água incostantes de um rio desaguando no alto mar da raiva, da injustiça, da morte, da vida, do amor, de ti... O mar entrou rio adentro e no pensamento Maria restou, ele amou-a na sua ausência... «Only to you...»

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