Thursday, September 20, 2007

Desejo...

Foi nesta noite que fiquei preso à dissimulação do mundo, do amor, do prazer, do sentir do que não é sentido. Do amargo de boca que sinto quando não te sinto perto de mim. Caio em ti, mas não estás, tornas-te vazio, e pereço na eternidade da queda...

Acordas, tornas-te meu chão, minha estrada, e desejo que tudo morra à minha volta para que volta a nascer, florir, mais belo e perfeito que a futilidade, a mentira, a conjuração desta mentira a que denominamos realidade. A teatralidade inerte que tanto esforçamos para no final acabarmos por redundar nuns bananas. E a tristeza minha a contemplar esta maravilha. A minha estrada está bem distante de tudo isto. E a banalidade vira e contempla com riso, vangloriando-se da sua perfeita originalidade mais batida que uma puta do Técnico. Que um dia seja perdoado pelo que sinto, mas a esta hora, neste dia, tudo me cheira a banalidade, a ridículo, a uma tristeza que sinto dentro de mim, e a uma alegria por saber que esta merda não é eterna...

Thursday, June 28, 2007

Palavras Soltas

Acordo de uma noite sem dormir. Volto a descobrir a manhã no seu raiar mais belo, despreocupado, naturo, infiel à humanização. Como me sinto contente por escrever assim. Há já algum tempo... Deve-se objectar a nossa massa encefálica de vez em quando, testar a nossa própria razão, apurar o sentido crítico-construtivo em nós. Estou com este paleio todo porque ainda não encontrei o meu Santo Graal. Perdi-me a já algum tempo. Como poderá um indivíduo, que não se encontra a si próprio, encontrar estes "testamentos"? Dou-me por vezes a lamentar daquilo que não fiz ou que não completei, por ter sido fulano, cicrano ou cipriano o responsável pelo belo momento de merda que passo, mas nestes momentos apercebo-me que o maior responsável sou eu. Porque tudo começa, tudo acaba em nós.
Aqueles que eu vejo como exemplo, por muitas vezes os critiquei; neste momento de pura lucidez agradeço ter a possibilidade de ter conhecido tanta gente interessante. Sem elas, o pessimismo seria a minha cara metade. Valha-nos o ying e o yang. eheheheh. Ao Futuro, que o Passado vive no Presente...

Wednesday, June 27, 2007

E ao anoitecer

«e ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão
deixas viver sobre a pele uma criança de lume
e na fria lava da noite ensinas ao corpo
a paciência o amor o abandono das palavras
o silêncio
e a difícil arte da melancolia...» Al Berto
«Dois amantes felizes não têm fim nem morte,
nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,
são eternos como é a natureza.» Pablo Neruda

Masters Of War

Come you masters of war
You that build all the guns
You that build the death planes
You that build the big bombs
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks

You that never done nothin'
But build to destroy
You play with my world
Like it's your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
And you turn and run farther
When the fast bullets fly

Like Judas of old
You lie and deceive
A world war can be won
You want me to believe
But I see through your eyes
And I see through your brain
Like I see through the water
That runs down my drain

You fasten the triggers
For the others to fire
Then you set back and watch
When the death count gets higher
You hide in your mansion
As young people's blood
Flows out of their bodies
And is buried in the mud

You've thrown the worst fear
That can ever be hurled
Fear to bring children
Into the world
For threatening my baby
Unborn and unnamed
You ain't worth the blood
That runs in your veins

How much do I know
To talk out of turn
You might say that I'm young
You might say I'm unlearned
But there's one thing I know
Though I'm younger than you
Even Jesus would never
Forgive what you do

Let me ask you one question
Is your money that good
Will it buy you forgiveness
Do you think that it could
I think you will find
When your death takes its toll
All the money you made
Will never buy back your soul

And I hope that you die
And your death'll come soon
I will follow your casket
In the pale afternoon
And I'll watch while you're lowered
Down to your deathbed
And I'll stand o'er your grave
'Til I'm sure that you're dead

Bob Dylan - Pearl Jam Cover

Que bela Clássica...

Quem hoje em dia tem a sua casa arrumada? Quem hoje é arrumado? Quem hoje é puramente virtuoso para apontar o que quer que seja de alguém? Virtuosos do virtual existente no umbigo que embebecidamene contemplam ao espelho... A Razão já não pede tolerância, nem aspira à raiva existente que existiu e que deixou de existir pela desistência de um sonho destruído pela putréfida realidade. Resta a Piedade, tábua mestra da fé religiosa, a única merda que ainda nos faz substistir nesta caixa de Pandora "Clássica". De facto, quanto mais Justiça, mais Injustiça. E aqueles que tão bem escrevem, tão bons "bonus pater familia" que se esforçam por demonstrar ser, são a hipocrisia institucionalizada para que sirvam de referência aos futuros merdas da nossa sociedade. E tudo isto em Direito. Deveríamos ser o exemplo. Não o somos. Somos a chacota presente, passada e vindoura da sociedade nacional-porreirista tuga. Regojizemo-nos...

O8888MOOO8888OOOOO888888888888OOOOOOOOMm8_____4 _______8MOOOOOOO8888MOOOOO888OOOOOOO88OOO8888888OOOOOOOOMm____2 ______88MMOOOOO8888MOOOOOOO88OOOOOOOO8OOOOO888888OOOMOOOOOM _____8888MOOOOO888MMOOOOOOOO8OOOOOOOOOOOMOOOO8888OOOOMOOOOM ____88888MOOOOO88OMOOOOOOOOOO8OOOOOOOOOOOMOOO8888OOOOOOMOOM ___88_888MMOOO888OMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMO8888OOOOOOOOOMO ___8_88888MOOO88OOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMO88OOOOOOOOOOOOM _____88888MOOO88OOMOOOOOOOOOO*88*OOOOOOOOOOMO88OOOOOOOOOOOOOOM ____888888MOOO88OOMOOOOOOOOO88@@88OOOOOOOOOMOO88OOOOOOOOOOOOOOM ____888888MMOO88OOMMOOOOOOOO88@@88OOOOOOOOOMOOO8OOOOOOOOOOOOOO*8 ____88888__MOOO8OOMMOOOOOOOOO*88*OOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOO88@@ ____8888___MMOOOOOOMMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMOOOOOOOOOOOOOOOOO88@ _____888____MOOOOOOOMMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMOOMOOOOOOOOOOOOOOOO*8 _____888____MMOOOOOOOMMMOOOOOOOOOOOOOOOOMMOOOMMOOOOOOOOOOOOOOOM ______88_____MOOOOOOOOMMMMOOOOOOOOOOOMMMMOOOOOMMOOOOOOOOOOOOMM ______88____MMOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMMMMMOOOOOOOOMMMOOOOOOOOMMM ________88____MMOOOOOOOOOOOOMMMMMMMOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMM _________88___8MMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMM __________8___88MMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOOMOOOOOOOOMM ______________888MMOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMOOOOOOMMOOOOOOMM _____________88888MMOOOOOOOOOOOOOOOMMMOOOOOOOmMOOOOOMM _____________888888MMOOOOOOOOOOOOOMMMOOOOOOOOOMMMOOOM ____________88888888MMOOOOOOOOOOOMMMOOOOOOOOOOOMMOOOM ___________88_8888888MOOOOOOOOOMMMOOOOOOOOOOOOOOMOOOM ___________8__888888_MOOOOOOOMMOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOOMO ______________888888_MOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOOMM _____________888888__MOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOM _____________888888__MOOOOOMOOOOOOOOO@OOOOOOOOOOOOOOMOOM _____________88888___MOOOOOOOOOOOOOO@@OOOOOOOOOOOOOOOMOOM ____________88888___MOOOOOOOOOOOOOO@@@OOOOOOOOOOOOOOOOMOOM ___________88888___MOOOOOOOOOOOOOOO@@OOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOM __________88888___MOOOOOmOOOOOOOOOO@OOOOOOOOOOMmOOOOOOOMOOOM __________8888___MOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMOOOOOOOMOOOM _________8888___MOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMOOOOOOOOMOOOM ________888____MOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMOOOOOOOOOMOOOOM ______8888____MMOOOOMmOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMMOOOOOOOOOmOOmOOOM ____888______MOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMOOOOOOOOOOOOMOOmmOOOM __8888_______MMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMOOOOOOOOOOOOOmMOOMMOOOMO _____________MOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOmMOOMMOOOMm ____________MMOOOOOOmOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOMMOOOMM ___________MOOOOOOOOOOOO8888888888MOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMOOMM ___________MOOOOOOOOOOOOO88888888MOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOMM ___________MOOOOOOOOOOOOOO888888MOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOMM ___________MOOOOOOOOOOOOOOO88888MOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOMM ___________MOOOOOOOOOOOOOOOOO88MOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ___________MOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ___________MMOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ____________MOOOOOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ____________MMOOOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM _____________MOOOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM _____________MMOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ______________MOOOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ______________MMOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM _______________MOOOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM _______________MMOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ________________MOOOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ________________MMOOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMM _________________MMOOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM _________________MMOOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM __________________MMOOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM __________________MMOOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ___________________MMOOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ___________________MMOMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ___________________MMMOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ____________________MMOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM _____________________MOOOOOOOOOOOOOOOOOMMM ____________________MMOOOOOOOOOOOOOOOOMMM

Mundano

Naquela manhã, desci do prédio onde habitava há pouco tempo, e percorri aqueles campos de destruição palmilhados incansavelmente pelo homem, que os tomou, os consumiu a seu bel-prazer, e agora vítimas da sua sede, são pisados por passeios, estradas, prédios, feridos por lagartas metálicas que o transportam... Esses campos negativos, parasitas, que vagueiam de corpo em corpo, se espalham massivamente por entre toda essa gente tal como um vírus, sentindo apenas mais tarde os seus efeitos...muitas das vezes, fatalmente irreversível...

Fui apanhado por essa fatalidade, e agora não tenho forças para sair. Parei no tempo, e o tempo voa, não espera por mim. Agora estou aqui, amanhã noutro lugar, mas parado, quase morto de espírito. A esperança persiste e resiste a tal vírus. A amizade e o amor alimentam-na, e que delicioso alimento eles são. Fazem bater o meu coração e dar alento neste penoso sofrimento cheio de desilusão, fraqueza, tristeza, medo, vergonha...

É o teu nome...

É o teu nome que ecoam pelas paredes

É o teu sangue que exigem, a tua morte anunciada

Que não morres por seres uma cabra desejada

Planeada que nem um aborto ainda não referendado

Tu, minha vaca, não foste nem serás votada

És a Deusa de Ouro dos maltrapilhos que nos usam como fantoches

E que por nosso suor, vão sugando o que ainda não sugaram

A nossa dignidade como alunos, a dignidade de sermos

Eternamente ruemianos...

A nossa prol está condenada por ti

Ausência

O calor sufocante destes últimos dias infindáveis, provocado pela presença da tua ausência incomodativa, injustamente imposta, transpira meus olhos que suam lágrimas de amor sem pele para correrem livremente, nem para se absorverem, unirem-se à pureza da divindade, sendo deixadas no chão, como pedras mortas, pisadas pela poluição de gente que se atravessa pelo caminho.
Quando a noite vem, e a melodia poética gritante envolve o meu coração, e percorre todo o meu corpo deitado na relva verde natureza, e o céu meu manto cobertor desenha teu rosto estrelado amor, calor, brilho incessante que aquece ser errante - eu - que saciou a vontade da multidão e não se sacia... Pudera, podia, não pôde, não existia naquela multidão a digna mulher Maria que o sacia o amor que ali padecia...
Os pensamentos são como moléculas de água incostantes de um rio desaguando no alto mar da raiva, da injustiça, da morte, da vida, do amor, de ti... O mar entrou rio adentro e no pensamento Maria restou, ele amou-a na sua ausência... «Only to you...»

Eu...Tu?

És o desprezo de quem se quer rir mais um pouco.
És o próximo passo de quem te quer pisar.
Aquela risada ouvida lá na mais ínfima percepção de uma noite caótica
Caos em ti...
O desejo de permanecer num quarto escuro rodeado de ti próprio...