Foi nesta noite que fiquei preso à dissimulação do mundo, do amor, do prazer, do sentir do que não é sentido. Do amargo de boca que sinto quando não te sinto perto de mim. Caio em ti, mas não estás, tornas-te vazio, e pereço na eternidade da queda...
Acordas, tornas-te meu chão, minha estrada, e desejo que tudo morra à minha volta para que volta a nascer, florir, mais belo e perfeito que a futilidade, a mentira, a conjuração desta mentira a que denominamos realidade. A teatralidade inerte que tanto esforçamos para no final acabarmos por redundar nuns bananas. E a tristeza minha a contemplar esta maravilha. A minha estrada está bem distante de tudo isto. E a banalidade vira e contempla com riso, vangloriando-se da sua perfeita originalidade mais batida que uma puta do Técnico. Que um dia seja perdoado pelo que sinto, mas a esta hora, neste dia, tudo me cheira a banalidade, a ridículo, a uma tristeza que sinto dentro de mim, e a uma alegria por saber que esta merda não é eterna...