Naquela manhã, desci do prédio onde habitava há pouco tempo, e percorri aqueles campos de destruição palmilhados incansavelmente pelo homem, que os tomou, os consumiu a seu bel-prazer, e agora vítimas da sua sede, são pisados por passeios, estradas, prédios, feridos por lagartas metálicas que o transportam... Esses campos negativos, parasitas, que vagueiam de corpo em corpo, se espalham massivamente por entre toda essa gente tal como um vírus, sentindo apenas mais tarde os seus efeitos...muitas das vezes, fatalmente irreversível...
Fui apanhado por essa fatalidade, e agora não tenho forças para sair. Parei no tempo, e o tempo voa, não espera por mim. Agora estou aqui, amanhã noutro lugar, mas parado, quase morto de espírito. A esperança persiste e resiste a tal vírus. A amizade e o amor alimentam-na, e que delicioso alimento eles são. Fazem bater o meu coração e dar alento neste penoso sofrimento cheio de desilusão, fraqueza, tristeza, medo, vergonha...
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