Não sei, não me lembro, não vi, não escutei, não percebi;
Não criei, não existi... Existo? Está escrito? Não está? Não existo... Não me acredito
Minto, não minto... A verdade anda à solta... O cão ladra perto da moita que me dá sombra onde morro cada vez que penso no pensamento de criar... Acorda-me para viver e para acreditar... Minto-me e solto a vontade em morrer outra vez. Sonolento apercebo-me que vagueio agora pelas expressões de raiva e indignação inconscientes que brotam de mim... Sou um ser errante que não sou por não existir... que não desejo mentir mas que me minto quando deixo a verdade solta...
O cão já não ladra... também já não adormeço. O frio nos meus ossos penetrante percorre-me a face, os olhos carregados de sono, cansados do exercício saturante de desferirem constantes golpes de vista a esta realidade cruel. Sangro-os, a realidade cega-me e por vezes já não sei quem sou...
Sou um erro, fui um erro, e agora sofro as consequências... Imprudências que fardo são... São para mim...
Deambulo pelo vale da inexistência preso a uma fé deturpada com uma ponta de verdade que não se sente pela mera leitura das Escrituras... Tento viver como Ele viveu, cada um à sua maneira, no seu tempo, com a mesma felicidade, com diferentes tormentos...
Tal como Ele, eu inexisto... Vivo como Cristo à margem das pessoas que o rejeitaram... A sociedade rejeita-me, pelo que sou e não sou... Não existo... Só para alguns... O Amor é sábio e prudente. Existe e vive. Não precisa de uma religião que o justifique. O Amor é uma religião: move pessoas com o bater de um coração.
Sou crente dessa religião, faz-me acordar sem o ladrar infernal daquele cão. Acordo sentido a vida que não sinto quando estou morto e por momentos, sou... existo! Existo num beijo, num abraço, num gesto, num sorriso, num olhar...
Canso-me para descansar. Só quando a brisa vem e sinto-a a me cegar, me aconchego ao meu leito para que me venhas despertar. Morro para me poderes libertar... Amanhã serei o mesmo...
Monday, June 26, 2006
Friday, June 23, 2006
A perfeição do Erro
Confesso que não tenho muito tempo para blogs, pelo simples facto de não dar grande importância a este pólo de conhecimento, diverso, único per si.
Aguardo ansiosamente por mim próprio quanto à construção deste blog. É, sem dúvida, um ponto de reflexão virado apenas para a minha pessoa, mas exposto para partilhar, e não somente para me dar a conhecer, mas... para nos conhecermos, pois em cada pessoa encontramos um traço de personalidade idêntico ao nosso que, ora nos aproxima, ora nos afasta, quer delas, quer de nós próprios; e isto porque o ser humano é perfeitamente errante, é perfeitamente imperfeito. Esta conclusão será das poucas neste mundo humano em que não é preciso recorrer a doutrinas ou filosofias para que para chegar a ela. Porque a simplicidade da vida está nestas pequenas grandes coisas.
A vida é uma questão de escolhas, e a escolha é um reflecto da nossa imperfeição. Porque o erro é belo e perfeito,deixo o mote a mim mesmo e a quem passe neste blog, o mote de reflectir sobre algo tão simples e tão importante como o erro, e a importância que tem nas nossas vidas. Porque nem tudo na vida é complexo, porque nem tudo na vida necessita obrigatoriamente de uma explicação. A vida vive-se. Só depois se explica; mesmo não havendo explicação, não perde o seu gosto nem os prazeres, ora amargos, ora doces, que nela estão implícitos.
Vivamos, errando...
Ad aeternum...
Aguardo ansiosamente por mim próprio quanto à construção deste blog. É, sem dúvida, um ponto de reflexão virado apenas para a minha pessoa, mas exposto para partilhar, e não somente para me dar a conhecer, mas... para nos conhecermos, pois em cada pessoa encontramos um traço de personalidade idêntico ao nosso que, ora nos aproxima, ora nos afasta, quer delas, quer de nós próprios; e isto porque o ser humano é perfeitamente errante, é perfeitamente imperfeito. Esta conclusão será das poucas neste mundo humano em que não é preciso recorrer a doutrinas ou filosofias para que para chegar a ela. Porque a simplicidade da vida está nestas pequenas grandes coisas.
A vida é uma questão de escolhas, e a escolha é um reflecto da nossa imperfeição. Porque o erro é belo e perfeito,deixo o mote a mim mesmo e a quem passe neste blog, o mote de reflectir sobre algo tão simples e tão importante como o erro, e a importância que tem nas nossas vidas. Porque nem tudo na vida é complexo, porque nem tudo na vida necessita obrigatoriamente de uma explicação. A vida vive-se. Só depois se explica; mesmo não havendo explicação, não perde o seu gosto nem os prazeres, ora amargos, ora doces, que nela estão implícitos.
Vivamos, errando...
Ad aeternum...
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