Monday, October 02, 2006

Ground full of lies...

Other brick

On my steel-paper wall

Lost control in my miserable, anonymous life

Lost the world where I was born

Broked mirror of my own life,

Resurrection lies in a ground full of lies

And high hopes without fundament vanishes in the fog of happiness

Away from everything, everyone, even from myself

Bleeding like never before

Life never was so depressive, and so insignificant

Got hate, despair

Never breath again that air

Wishes are now like a bunch of words in a scratched paper

Reasons found in moments died on this moment

A new reason has arises

Shitifful promises died

Hateful world lives

Utopic dreams vanishes on the clouds I see (do I see them?)

Want to born again, have to die first

Oh, how I wish it…

War drums I ear them this far

My death and freedom nears me by

Swallowed hate and anger no more . Liberté frees me!

Adelante

Errante...

Aquele olhar para o horizonte vago

Vago, como o quarto manchado de solidão

Olhar sem a bravura que lhe reconhecia

Outrora, a nada padecia...

Ínfimo de desilusão

Perde-se agora no espaço da compaixão

Alienou-se de si aquele viver intenso

De voar por trilhos agora turtosos caminhos

A desorientação de paixões, culpada

Sem sentença, não é julgada

Julgou-se, noutros tempos

Invencível a todas as razões de todos os momentos

Passados, presentes, e futuros

Partem-se seus ossos que imaginava duros

Inquebráveis ás pancadas violentas de cada tempo

De todos os tempos

Não sabe quem é, e vagueia moribundo pelo horizonte

Procurando respostas naquele monte mudo

Decerto surdo

E chora... por não encontrar resposta

Talvez seja o primeiro dia da sua vida

A verdadeira vida que o põe á prova

Mas, sem bravura, que homem resiste e dura?

Hoje, amanhã, depois, será diferente

Pois tão somente tudo não passa de ciclos conjunturais

E hoje o que não há, sonha

Para que seja demais

Ao futuro, que o passado vive no presente...

Sunday, September 03, 2006

Ao Futuro, que o Passado vive no Presente!!!

Quis escrever sobre mim

Não consegui

Morri ao tentar, pela eternidade do tempo

Que não me soube poupar

Para descobrir a verdade

Que nos foge pela circunstância

De não sermos eternos

Quis viajar para dentro de mim

Tive meu pequeno sucesso

Mas insuficiente para deter o progresso

Do erro

Quis escrever sobre o mundo

Enorme erro cometi,

Se o nosso eu é uma incógnita,

Que dos outros verdade teremos e afirmar poderemos

Se a verdade não é conhecida

Por nosso próprio eu

Sabemos por vezes, que é insólita...

Vamos falar de nós próprios

Assim falamos do mundo

Porque é o mundo que fala,

Ao futuro, que o passado vive no presente

Monday, June 26, 2006

Existência

Não sei, não me lembro, não vi, não escutei, não percebi;
Não criei, não existi... Existo? Está escrito? Não está? Não existo... Não me acredito
Minto, não minto... A verdade anda à solta... O cão ladra perto da moita que me dá sombra onde morro cada vez que penso no pensamento de criar... Acorda-me para viver e para acreditar... Minto-me e solto a vontade em morrer outra vez. Sonolento apercebo-me que vagueio agora pelas expressões de raiva e indignação inconscientes que brotam de mim... Sou um ser errante que não sou por não existir... que não desejo mentir mas que me minto quando deixo a verdade solta...
O cão já não ladra... também já não adormeço. O frio nos meus ossos penetrante percorre-me a face, os olhos carregados de sono, cansados do exercício saturante de desferirem constantes golpes de vista a esta realidade cruel. Sangro-os, a realidade cega-me e por vezes já não sei quem sou...
Sou um erro, fui um erro, e agora sofro as consequências... Imprudências que fardo são... São para mim...
Deambulo pelo vale da inexistência preso a uma fé deturpada com uma ponta de verdade que não se sente pela mera leitura das Escrituras... Tento viver como Ele viveu, cada um à sua maneira, no seu tempo, com a mesma felicidade, com diferentes tormentos...
Tal como Ele, eu inexisto... Vivo como Cristo à margem das pessoas que o rejeitaram... A sociedade rejeita-me, pelo que sou e não sou... Não existo... Só para alguns... O Amor é sábio e prudente. Existe e vive. Não precisa de uma religião que o justifique. O Amor é uma religião: move pessoas com o bater de um coração.
Sou crente dessa religião, faz-me acordar sem o ladrar infernal daquele cão. Acordo sentido a vida que não sinto quando estou morto e por momentos, sou... existo! Existo num beijo, num abraço, num gesto, num sorriso, num olhar...
Canso-me para descansar. Só quando a brisa vem e sinto-a a me cegar, me aconchego ao meu leito para que me venhas despertar. Morro para me poderes libertar... Amanhã serei o mesmo...

Friday, June 23, 2006

A perfeição do Erro

Confesso que não tenho muito tempo para blogs, pelo simples facto de não dar grande importância a este pólo de conhecimento, diverso, único per si.
Aguardo ansiosamente por mim próprio quanto à construção deste blog. É, sem dúvida, um ponto de reflexão virado apenas para a minha pessoa, mas exposto para partilhar, e não somente para me dar a conhecer, mas... para nos conhecermos, pois em cada pessoa encontramos um traço de personalidade idêntico ao nosso que, ora nos aproxima, ora nos afasta, quer delas, quer de nós próprios; e isto porque o ser humano é perfeitamente errante, é perfeitamente imperfeito. Esta conclusão será das poucas neste mundo humano em que não é preciso recorrer a doutrinas ou filosofias para que para chegar a ela. Porque a simplicidade da vida está nestas pequenas grandes coisas.
A vida é uma questão de escolhas, e a escolha é um reflecto da nossa imperfeição. Porque o erro é belo e perfeito,deixo o mote a mim mesmo e a quem passe neste blog, o mote de reflectir sobre algo tão simples e tão importante como o erro, e a importância que tem nas nossas vidas. Porque nem tudo na vida é complexo, porque nem tudo na vida necessita obrigatoriamente de uma explicação. A vida vive-se. Só depois se explica; mesmo não havendo explicação, não perde o seu gosto nem os prazeres, ora amargos, ora doces, que nela estão implícitos.
Vivamos, errando...
Ad aeternum...